Carta do Núcleo do PT na UFPR sobre a greve dos servidores técnico-administrativos

A conjuntura nacional de disputa no ano eleitoral de 2014 coloca, de forma antagônica, dois projetos de nação. Um projeto desenvolvimentista, com feições populares e outro neoliberal com defesa intransigente da política de Estado Mínimo. Contudo, apesar de reconhecer os avanços sociais protagonizados pelo PT à frente de um governo federal de coalizão, precisamos pontuar as críticas necessárias aos limites de nosso governo, em especial no que diz respeito ao tratamento dispensado ao conjunto do funcionalismo público federal. Enquanto algumas categorias mantêm, ou mesmo ampliam, seus privilégios (como é o caso dos servidores do legislativo e do judiciário federal), o servidores do executivo federal vêem suas condições de trabalho se deteriorarem ano a ano. Destes, os servidores técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior, congregados no insuficiente PCCTAE, são os que possuem a pior remuneração do serviço público federal. Soma-se a isso a histórica luta pela democratização das universidades com a garantia da paridade entre discentes, docentes e servidores técnico-administrativos, onde estes servidores permanecem sem vez nem voz. As bandeiras da não criminalização da luta e da liberdade do exercício do mandato dos dirigentes classistas também fazem parte desta pauta. Por fim, assim como os servidores da base da FASUBRA, reafirmamos nossa posição contrária à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e contra todo tipo de terceirização e precarização do trabalho nas universidades brasileiras. Estas pautas revelam a justeza do movimento reivindicatório desta categoria iniciado há mais de 2 meses com a deflagração de uma greve nacional unificada.

Por outro lado, entendemos também que a conjuntura nacional permite que nosso legítimo movimento seja utilizado por grupos políticos com o único intuito de desqualificar o governo Dilma como um todo e o próprio PT, indistintamente. Neste sentido observamos que nosso partido, em seus 34 anos de história, sempre foi o espaço da esquerda brasileira que permitiu o debate sadio das ideias divergentes, garantido voz a todas as matrizes ideológicas que o compõem, realizando eleições diretas para todas as instâncias internas, e por isto tudo se tornando o maior partido de massas do Brasil.

Compreendemos, por fim, que a única alternativa para solucionar o impasse criado pela legítima greve da FASUBRA seja a mudança de postura por parte do governo, abrindo negociação efetiva da pauta e atendendo as reivindicações desta que é a mais precarizada e pior remunerada categoria do funcionalismo público federal. Até que isso ocorra, o movimento não poderá retroceder. Assim, conclamamos os parlamentares do PT e progressistas da base aliada para tomar conhecimento da situação precária que vivem as universidades públicas federais e pressionar o Governo Federal pela retomada das negociações. Finalizamos esta carta reafirmando nossa luta constante por uma universidade pública, gratuita, autônoma, de qualidade e socialmente referenciada para as classes populares, com efetiva valorização de seus servidores e contra quaisquer tipos de privatização, terceirização ou precarização do trabalho. Não à EBSERH!

Núcleo dos militantes do PT na UFPR.

Um machista lá em casa

Não sou militante do movimento feminista, porém, como militante de esquerda, tenho conhecimento de sua luta e suas pautas, ainda que nem sempre com a profundidade que eu gostaria. Já ouvi da boca de algumas feministas, em vários eventos, congressos, seminários, encontros e reuniões, que a luta contra o machismo se dá em toda a sociedade. A formação do Estado brasileiro, calcada na cultura do patrimonialismo e do patriarcado, deu origem a uma sociedade extremamente machista. A opressão e submissão das mulheres à vontade dos homens foi internalizada por ambos ao longo dos últimos séculos a ponto de muitas atitudes machistas ainda serem vistas como normais pela grande maioria da sociedade, ou seja, pela grande maioria de todos nós.

Bom, até aqui estamos todos ouvindo atentos e balançando ocasionalmente nossas cabeças de maneira afirmativa. De repente, a certa altura do debate, alguma feminista diz que o enfrentamento ao machismo é muito difícil, sobretudo dentro de nossas entidades, de nossas casas, com nossos companheiros militantes. Opa! Espera aí, como assim machismo na minha casa? Eu sou contra o machismo! Certamente essa mensagem não é para mim, penso comigo, mas é triste saber que isso acontece e é praticado por aqueles que dizem combatê-lo.

É nesse momento que, certo das minhas convicções, volto para casa pra compartilhar com minha esposa todo o acúmulo teórico recebido. Ao chegar, como bom marido que sou, pergunto retoricamente sobre como foi o dia dela e enquanto ela responde vou recolher a roupa estendida no varal, ou colocar o café para passar, e vou dar atenção para os nossos filhos. Caramba, eu realmente sou um bom pai e marido, pois ao chegar em casa após um longo dia de trabalho ainda ajudo nas tarefas domésticas e tomo conta das crianças. Tudo bem, tudo normal, como deve ser.

Aqui, todavia, não me dou conta da quantidade de coisas que ela fez. Apenas cheguei em casa e a encontrei limpa e arrumada, com nossos filhos bem cuidados. Não percebo que para isso ela varreu, passou pano, tirou o pó, lavou a louça e a roupa, limpou o banheiro, colocou as coisas no lugar e arrumou a bagunça. E como se não bastasse, fez tudo isso com duas crianças pequenas em casa, sendo uma delas um bebê de colo que precisa ser amamentado e demanda de uma atenção maior. Então ela vira para mim e diz: “chega, eu não aguento mais isso!”.

Como assim? Nós nos amamos, temos uma família linda com filhos maravilhosos, somos militantes e defendemos nossas bandeiras, eu ajudo em casa e com as crianças dentro do possível. Oras, na minha cabeça está tudo certo. Aí ela me diz que o problema é justamente esse: a minha cabeça, a forma como vejo tudo isso. Com duas perguntas ela me quebra: em sua opinião de quem é a responsabilidade principal de cuidar dessa casa? Para você, quem é o principal responsável por essas crianças?

Eu paraliso. Eu sei qual é a resposta certa, dentro das minhas convicções militantes, para essas perguntas, mas em silêncio decido ir até o mais íntimo do meu ser para encontrar a resposta óbvia e inconteste: É VOCÊ.

O tempo para naquele exato momento em que ela me diz a verdade que agora estou pronto para aceitar: VOCÊ É MACHISTA!

E ela está certa, pois mesmo conhecendo o debate feminista e todo o histórico de opressão das mulheres isso não foi suficiente para mudar minhas atitudes e quebrar com os paradigmas machistas internalizados em mim, oriundos da criação recebida de uma sociedade ainda muito machista. Conhecer essa verdade é o ponto de partida para iniciar um processo longo de mudança de atitude para extinguir minhas práticas machistas.

Felizmente sei que posso contar com minha companheira nessa luta. Ela que já me ensinou a lição mais valiosa que poderia aprender sobre isso: a luta contra o machismo precisa começar dentro de nós mesmos.

O DCE-UFPR e a porra da carteirinha do Santander

Nesta província universitária sempre que uma notícia relevante vem a tona, descobre-se que ela já existia há muito tempo. Com as novas carteirinhas da UFPR não foi diferente. Após a divulgação oficial no site da universidade, muito vaga diga-se de passagem, o DCE foi investigar o que de fato estava acontecendo e como, da noite para o dia, a UFPR decide mudar sua carteirinha e resolve fazê-lo oferecendo espaço para propaganda de empresas privadas. A primeira descoberta, a mais óbvia e esperada de todas, foi de que o processo não é novo, seu trâmite oficial dentro da UFPR data de 30 de dezembro de 2010 e o contrato com o banco Santander foi assinado em 26 de julho de 2011. Os discursos sobre modernização do sistema de controle de acesso e identificação da comunidade universitária não são de hoje, aliás são bem antigos, pelo menos desde 2004 ouvimos rumores sobre isso. Houve inclusive uma tentativa de implementar um sistema mais moderno nos Restaurantes Universitários com a colocação das catracas em 2006, contudo o projeto não andou e as referidas permanecem até hoje como peças de decoração nos RU’s. Com o arrefecimento do debate tudo permaneceu na surdina até poucos dias atrás. Esse é o fato, sem entrar no mérito de se o desconhecimento do assunto se deveu aos poderes da Reitoria em ocultá-lo, ou à incompetência da representação discente à época em descobri-lo.

Passada essa primeira constatação e estando o processo em fase de implementação, passou o DCE a investigar seu real conteúdo e a cobrar explicações da Reitoria sobre suas consequências. Daí constatou-se que:

– Não se trata de um processo de “privatização”, mas sim de uma doação não onerosa, que não se configura em terceirização do que é público, ou seja, a UFPR não arcará com os custos de implementação e manutenção do sistema;

– Os alunos não serão, em momento algum, obrigadosa adquirir produtos e serviços do banco Santander;

– Os únicos dados fornecidospara o banco Santander para a confecção das novas carteirinhas são: nome, matrícula, número de matrícula para código de barras, nome do curso, data de ingresso na UFPR e validade do cartão (até o término previsto do curso). Outras informações, como endereço, telefone, etc., não serão dadasao banco, garantindo o sigilo dos dados pessoais dos estudantes. Segundo o que consta do processo, não será obrigatório nem necessárioter uma conta bancária naquela instuição financeira para poder utilizar a carteirinha.

– O sistema não controlaráa entrada e permanência de alunos em suas salas de aula, blocos, prédios e campi. Os únicos acessos a serem controlados serão os dos RUs.

A meu ver, o DCE está cumprindo com seu papel de fiscalizador das ações dos gestores do ensino superior, cabe agora decidir o que fazer com as informações. Minha sugestão: aprofundar o debate junto aos estudantes e às demais categorias. O que não se pode é avalisar a postura da Reitoria, prescindindo do debate com a comunidade universitária.

Não é preciso ser gênio para saber que a logo do banco Santander impressa nas carteirinhas é uma excelente peça de publiciadade com grande visibilidade e baixo custo. Além disto, é claro, temos a facilidade de contato com potenciais novos clientes. Sendo assim, está claro os motivos que levam uma empresa privada à fazer uma doação não onerosa à UFPR. Contudo o que há de se cobrar dessa reitoria é sua postura política de buscar essa alternativa ao invés de outras possíveis que resguardassem o caráter público, gratuíto, de qualidade e socialmente referenciado pelo qual uma universidade do porte da UFPR deveria primar, principalmente por fazê-lo esquivando-se do debate com a comunidade acadêmica. Ainda assim, não podemos acusar essa reitoria de incoerência, haja visto que há alguns anos a iniciativa privada tem se apropriado de espaços físicos e não-físicos dentro da universidade através de grandes projetos de “pesquisa” e “extensão”, e de ações congêneres. Podemos citar algumas das empresas públicas e privadas que estão cada dia mais presentes no cotidiano da UFPR: Petrobrás, ANP, O Boticário, New Holand, entre outras.

Assim o foco da discussão deixa de ser a forma como o processo aconteceu ou foi divulgado, e passa para o debate sobre o real sentido do caráter público de uma universidade federal. Acredito que esse debate pode ser muito fecundo se nos engajarmos nele sem preconceitos e dispostos a ouvir os diversos pontos de vista sobre o tema. O que não pode acontecer é ficarmos inclausurados em discursos prontos aguardando a próxima oportunidade de usá-lo. E aí, vamos ao debate?

Será?

“Será só imaginação?

Será que nada vai acontecer?

Será que é tudo isso em vão?

Será que vamos conseguir vencer?”

(Legião Urbana)

 

Será?

Este é o espaço neste sítio destinado ao aprendizado e a formação. É o espaço de sermos crianças e questionarmos tudo. Enviem sugestões de textos, vídeos e fotos que possam enriquecer este cantinho. Reguemos de comentários esta árvore para que ela cresça e gere entre seus frutos um mundo melhor.

Utilize o menu superior para acessar.

Será que você vai participar? Será que você vai ficar parado? Será que você tem algo para ensinar? Será que você tem algo para aprender? Será?

40 dias!

Acaba hoje o resguardo.

Há quarenta dias nasceu o primogênito de nossa família, Marcos. Definitivamente, se a presença de uma criança muda nossa vida, nossa rotina e nossas percepções, a de um recém-nato muda muito mais. É inimaginável a mudança de vida imposta por tão pequeno ser. Por mais que nos preparemos física e psicologicamente durante os nove meses de gravidez, toda a teoria acumulada dos cursos e conselhos dos mais velhos se esvai como areia por entre os dedos, pequenos dedos, sem coordenação alguma, com apenas uma necessidade: ser amado.

Claro que “ser amado” é uma paráfrase poética para amamentar (e isso dói), trocar a fralda, dar banho, ninar, ouvir, olhar, cobrir, aconchegar, acolher, compartilhar…

Contudo, o fato é que realmente recebemos o que podemos suportar. Nem mais, nem menos. E não me compreendam mal, pois este suportar tem uma conotação completamente distinta de aturar. Por suportar aqui suponho o real sentido epistemológico da palavra: dar suporte.

Cansa? Cansa!

Vale a pena? Sem dúvida alguma. O brilho dos seus olhinhos que aos poucos começam a te conhecer e reconhecer é recompensa mais que satisfatória por tão sublime trabalho. A cumplicidade é tão extasiante que se torna impossível prever como será  a sensação de receber o primeiro sorriso, as primeiras palavras, os primeiros passos, o primeiro susto, os primeiros desenhos, os primeiros amiguinhos, a primeira aula… enfim, fiquemos com os olhos, pois é certo que de hoje até o fim de nossas vidas uma coisa não se alterará, a cumplicidade do olhar.

Feliz Ano Velho!

Há 2 horas da virada do ano, isso é exatamente o que tenho a dizer: Feliz ano velho!

O Ano de 2010 começou para mim com o decepcionante, mas não inesperado, resultado do meu quarto vestibular para medicina. Logo no início de janeiro descobri, mais uma vez, que não havia passado. Quem passou foi o tempo e em fevereiro já estava comemorando meu 23º aniversário, um churraco memorável na então “casa nova” (só quem participou da homérica mudança sabe como esse churrasco foi bom). Mais um pouco e já estávamos no Dia da Mulher, que por feliz coincidência também é o dia da minha querida e amada esposa e companheira completar seus aninhos. Um pouco depois, mal sabíamos nós naquela época, concebemos aquele que neste momento faz com que lágrimas de felicidade molhem meu teclado. Abril passou e veio maio, e junto com o mês das mães a notícia que me foi entregue por um sincero sorriso: “Daniel, eu estou grávida!”. Tal qual fogo em palha a notícia se espalhou e logo todos se ajuntavam a nossa volta para preparar a chegada de nosso bebê primogênito. No embalo desta graciosa onda, em junho recebi um telefonema: “Sr. Daniel, estou ligando para convocá-lo a se apresentar para assumir seu cargo de Assistente em Administração na Universidade Federal do Paraná”. Resultado: o segundo semestre começou com trabalho novo. (Esse parênteses aqui é apenas para dizer que senti muita saudade das pessoas com quem convivi profissionalmente até aquele momento e que foi a experiência marcante de 11 meses na direção de um sindicato que me fizeram amadurecer e mudar alguns rumos de minha vida).  Em agosto só tínhamos uma pergunta na cabeça: é menino ou menina?! Setembro trouxe a resposta: é menino! À qual nós acrescentamos: e seu nome será Marcos! De lá para cá foram muitos e muitos preparativos, mas que, mesmo em grande quantidade, não conseguiram apaziguar a expectativa que só aumentava a cada vez que colocava minhas mãos sobre a barriga da Ju e recebia como prêmio os chutes do Marcos. Porém dezembro, onde todas as atenções já estavam voltadas para nosso filho tivemos mais uma grande boa surpresa. Assinamos o contrato do financiamento de nosso apartamento (que deve ser entregue no início deste literalmente próximo ano). Mas o mês de dezembro passou. Festejamos o Natal! E já nos preparávamos para festejar a chegada no novo ano, quando alguém resolveu chegar primeiro. No apagar das luzes, quando o palco já estava montado veio nossa mais nova estrela: Marcos!

Assim esse ano vai se acabando para mim… e tal qual o ano, também as palavras…

Mas nessa última olhada para trás, suspiro e digo: Feliz ano velho!

Seja bem-vindo filho! Seja bem-vindo apartamento novo! Seja bem-vindo curso novo! Seja bem-vindo Ano Novo!

 

 

(Ei, Ano Novo! Não quero te intimidar, não, mas se liga aí! Olha a responsa!)

(Ao Ano Velho, muito obrigado! Descanse em paz…)

Uso da Internet como ferramenta política de comunicação

Quando se fala em internet, é preciso levar em conta que seu grau de abrangência é o maior limitador de suas possibilidades. Não fazer isso seria compartilhar da glamourização feita no meio publicitário (“faça a sua revolução pessoal”, etc.) e dos exageros otimistas e míopes dos entusiastas da “vida digital”, que em nada contribuem para reverter essa situação. Como afirma o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU de 1999 “as barreiras geográficas podem ter desaparecido para a comunicação, mas uma nova barreira surgiu, um obstáculo invisível que é como a WWW: abraça os que estão conectados e silenciosamente, de modo quase imperceptível, exclui os restantes”.

Não devemos esquecer que utilizar a internet exige diversas capacidades como compreensão de textos complexos, comunicação por escrito, operação de computadores e softwares, entre outras. A esse conjunto de capacidades dá-se o nome de alfabetização informacional: “para o cidadão da sociedade informacional, já não basta saber ler e escrever, ou ter aprendido algum ofício. É preciso ter acesso à informação, saber buscá-la e encontrá-la, dominar seu uso, organizá-la e entender suas formas de organização, e, sobretudo, utilizá-la apropriada, adequada e eficazmente” (SPITZ, 1999).

Seu uso como ferramenta política está cada vez mais notório, não somente através da divulgação das instituições e de suas atividades, mas através da participação individual do internauta na formação de opinião. Cada cidadão pode entrar em contato diretamente com as autoridades enviando sugestões, críticas, elogios e/ou tirando dúvidas tantos nos sítios das instituições como através dos perfis do twitter, Orkut, Facebook que tem sido adotados pelos políticos como forma direta de comunicação com a população.

Outra forma de expressão política são as postagem de vídeos de conteúdo político no YouTube ou de opinião em blogs, assim como através de mensagens interpessoais nas redes de relacionamentos. Neste ponto a questão da informação deve ser retomada, pois estas postagens devem ser analisadas em seu conteúdo entendendo o contexto e a intenção para a qual foram escritas.

Entendendo as possibilidades que a internet nos permite fica aí a dica de ir para além dos jogos e utilizarmos esta ferramenta para melhorar a nossa participação política e assim contribuir para o desenvolvimento tanto das pessoas com quem nos relacionamos virtualmente como para as instituições que atuam em nossa região, e até mesmo no país.

Texto de Juliana Mittelbach

Menin@s de rua

“Oi, tio! Me dá um trocado?” Quem nunca se deparou com esta situação? Esta não é uma cena restrita a Curitiba, mas a realidade nas grandes cidades de nosso país. Realidade desoladora, de pobreza e solidão. Por de trás do olhar opaco do menino que pede existem todavia sonhos e a esperança de uma vida melhor.

Entender esta situação como uma carência física da criança é minimizar este problema social. A criança, uma vez vista como ser humano que é, apresenta em sua essência necessidades físicas, mas também, emocionais e espirituais. Como problema social compreendemos isto como algo que atinge toda a sociedade e, portanto, deve por ela ser resolvido.

Quando nos restringimos a olhar apenas as necessidades físicas do menor, tais quais roupa, comida e abrigo, encontramos soluções simplórias e práticas como dar esmolas ou fazer campanhas do agasalho, mas que não resolvem o problema, pois é preciso levar em conta os demais aspectos que compõe a integralidade do indivíduo: emocional e espiritual.

Enquanto o aspecto físico é algo palpável, o emocional é algo abstrato. A criança precisa de amor, atenção e segurança, porém mais do que isto ela precisa sentir-se amada, cuidada e protegida. Apesar da subjetividade do aspecto emocional, ele demanda da sociedade ações práticas. Àqueles que estão desamparados temos de dar não só o abrigo, mas a proteção, não apenas roupas, mas atenção. Não basta dar comida, sem ofertar amor.

Sabendo-se alimentada, agasalhada, abrigada, protegida, cuidada e amada, a criança está muito próxima de sua completa satisfação. Entretanto, esta plenitude só é alcançada quando se satisfaz a sua última carência, a espiritual. Para tanto é necessário resgatar a fé destas crianças. E neste ponto não encontramos soluções práticas, pois a fé excede o nosso entendimento. A fé é a certeza daquilo que não vemos. Não podemos tocá-la. Desta forma não podemos dar a fé às crianças, como damos alimento e amor. A única ação possível é o testemunho de cada um, ou seja, o exemplo da sociedade passa pela transformação de cada indivíduo que dela faz parte. O testemunho desta são os valores que ela transmite a seus filhos. Respeito, ética, paz não podem ficar restritos a palavras ou discursos, devem permear as ações coletivas e individuais.

O caminho a se trilhar é longo e estreito, mas resgatar os meninos e meninas de rua é resgatar toda uma sociedade.

A Viuvinha está no ar!

Caros leitores, e leitoras!!

A minha, e nossa, webnovela diária está de volta ao ar!

Desde o primeiro capítulo. Acompanhe através do menu superior “A Viuvinha”

Boa leitura e divirtam-se!

 

Bodas de Couro

Juliana, você é a melhor coisa que me acontece a cada dia!

Nestes últimos 3 anos que passei ao seu lado me tornei menos eu e mais você para assim aprender a ser eu completo, me completando em ti. Aprendi a olhar menos para mim, mesmo quando paro em frente ao espelho, e olhar mais ao meu redor. Aprendi que alegrar quem está a minha volta signigica alegrar-me a mim mesmo. Aprendi que a satisfação está no dar e não no receber. Ainda assim, nesse último ano recebi muito de ti. Recebi compreensão, cumplicidade, entendimento, repreensão (que também é algo saudável), dicas, conselhos, carinho, apoio, sorrisos e principalmente muito, mas muito, amor! Espero que tenha conseguido retribuir um pouco disto tudo a ti!

A aventura que iniciamos a exatos 3 anos, naquele domingo ensolarado, recheado de borboletas coloridas esvoaçantes e hortências em flor, está apenas no início. Muitas bodas ainda completaremos até alcançarmos os 250 anos de casados que almejamos, ao lado da bela família que estamos construindo.

Feliz bodas de couro!

Juliana, você é a melhor coisa que me acontece a cada dia!

Das Beste – Silbermond

 

E pra quem tem alguma dificuldade com o alemão, eis a tradução desta música.

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